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Polícia
Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021, 09h:39

100 DIAS SEM CONTATO

Mãe implora para ter de volta filha levada pelo pai pela 3ª vez

Fonte: gazetadigital

João Vieira

“Eu a amo muito e quero de volta em casa”, afirma Marina Pedroso Ardevino, 34, que está há 100 dias sem contato e notícias da filha Isadora, 8. A menina foi passar férias com o pai, em julho, e desde então desapareceu. Há medidas judiciais para que o o advogado João Vitor Almeida Praiero Alves, filho do defensor público Air Praeiro, entregue a criança, mas todas descumpridas. Há uma audiência marcada para o dia 8 de novembro, para conciliação e devolução da menina.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (26), a mãe contou que esta é a quarta vez que o pai some com a menina. A primeira vez foi quando ela tinha menos de 2 anos. A segunda ocorreu em 2020, a terceira em abril desse ano e agora a quarta. Ela devia ficar em o pai,. E, Bauru (SP), entre os dias 13 de 18 de julho.


Segundo Marina, das outras vezes homem só entregou a menina de volta por força de decisão judicial, mas agora nem assim ele fez. “Ele sempre quis tirar minha filha de mim. Depois que foi determinada a guarda compartilhada ele fica alguns duas com Isadora, mas nunca devolve como combinado. Se é pra ele ficar 15 dias, fica 30 e tenho que recorrer à Justiça”.

 

João Vieira

Coletiva de Impresa / Criança desaparecida / Izadora Pedroso / Marina Pedroso

 Izadora e o irmão

Durante toda a entrevista, a mãe chorou muito e a fala foi interrompida para que pudesse se recompor. Além de Isadora, ela é mãe de um menino de 6 anos, que pergunta da irmã todos os dias.


“Ele fala que está com saudade. Pede para ligar para ela, quer saber porque não consegue falar com ela. Isso dói muito. Só quem é mãe sabe a dor que estou sentindo de ficar longe da minha filha”, narra.


A mãe já registrou boletim de ocorrência do desaparecimento da filha e acionou a Justiça para tê-la de volta, porém reclama da morosidade dos processos. Ela ainda acusa a influência do pai da menina para que a impunidade, uma vez que o avô paterno da menina é defensor público renomado e também já foi secretário na Prefeitura de Cuiabá.


Ela afirma que o ex-companheiro praticava violência psicológica com ela e, por isso, pediu medida protetiva. O contato para saber da filha era com a avó ou com a madrasta, porém ambas se recusavam a dar informações.


A mulher conta que há meses o pai da menina não paga a pensão, que era de um salário mínimo (R$ 1,1 mil). Isadora estuda em escola privada de Cuiabá, com mensalidade de R$ 1,3 mil, exigência do pai.


A menina está perdendo aulas e não há atividades online entregues. O pai já foi notificado pela escola e dar informações sobre a ausência, mas não justificou as faltas. Isadora está no 1º ano.

 

João Vieira

Coletiva de Impresa / Criança desaparecida / Izadora Pedroso / Marina Pedroso

 A menina foi para casa do pai, em SP, para passar 5 dias e não voltou

A Polícia Federal também foi comunicada sobre o fato, mas não age por não ser um crime federal o desaparecimento da menina. Contudo, o pai não pode sair legalmente do país com a menina sem autorização da mãe.


“Ninguém diz onde minha filha está. Ela não está com o pai, não está com a avó materna. Ela está com quem. Foi aberto inquérito, feito oitivas e em momento algum pediram para ver minha filha. E se fosse filha dessa delegada? E se fosse filha desse juiz? É revoltante essa situação. Quero deixar claro que minha filha nunca foi abusada. Nunca sofreu maus tratos. Eu sou uma mãe amorosa. Dei minha vida pelos meus filhos”, garante.


O pai da menina acusa a mãe de maus tratos e essa é a justificativa para não devolver a menina. A acusação foi feita depois que a mulher pediu protetiva. “A intenção deles sempre foi tirar minha filha de mim. A avó é obcecada por ela. Quando ela fica com o pai, ele não cuida dela. Quem cuida é a avó”, explica


Segundo a mãe, a criança não queria ficar com o pai da última vez. “Falei que ela tinha que ter contato com ele, que era melhor ir, que seria só alguns dias. Mas ela passou a semana inteira brava comigo porque não queria”, conta a mãe em lágrimas.

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