29 de Maio de 2017

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Terça, 15 de março de 2016, 11h43 Tamanho do texto A- | A+


ENTREVISTA DA SEMANA / Estilo

André Gimaranz apresenta fusão de rock e blues

No repertório, músicas autorais do novo CD e releitura de grandes sucessos, como Nada Será Como Antes (Milton Nascimento) e Amazonas (João Donato)

Foto: Martha Rocha

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André e Victor Biglione                                          Foto: Elias Nogueira

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O guitarrista, compositor e cantor carioca André Gimaranz traz de volta ao Brasil, após uma temporada nos EUA, o seu mais recente álbum, 'Handmade', que foi indicado em duas categorias no IMEA Awards 2015, prêmio da Associação Internacional de Artes de Entretenimento da América: Álbum Adulto-Contemporâneo do Ano e Música do Ano – Even. No repertório, músicas autorais do novo CD e releitura de grandes sucessos, como Nada Será Como Antes (Milton Nascimento) e Amazonas (João Donato).  Confira a entrevista:

 

Brasil Notícia:  Sua estreia no lançamento de seu CD foi nos Estados Unidos e só depois no Brasil? No Brasil é mais difícil? Como repercutiu por lá?


André: Meu álbum de estreia na carreira solo, "Handmade", foi lançado simultaneamente em todo o mundo, com distribuição da TuneCore. Ele ficou disponível no iTunes e em mais de 150 lojas online e streamings em todos os continentes. Mas, de fato, toda a parte 'burocrática' de um lançamento, foi feita nos EUA. Eu abri minha própria editora lá - a Flawless Imperfections - pela qual editei todas as músicas do álbum. A distribuidora também é americana, e isso facilitou muito.


O álbum está tendo um boa repercussão nos EUA, com matérias publicadas em revistas especializadas, como a 'Music Connection'. Fui indicado em duas categorias para o IMEA Awards 2015, prêmio da Associação de Artes e Entretimento da América: álbum adulto-contemporâneo do ano e música adulto-contemporânea do ano (Even).

 

Brasil Notícia:  Seu primeiro CD no Brasil é Handmade, de 2015, tem músicas autorais e re-gravações. Como você define seu estilo?


André: Acho que meu estilo transita um pouco pelo blues-jazz, com muita coisa de rock. É um pouco difícil pra mim definir meu estilo, prefiro deixar essa parte pra imprensa especializada e os críticos (rs)! Mas, mesmo quando decido re-gravar algo de outro autor, sempre procuro fazer de uma forma muito pessoal, que reflita o que eu sou como musico e como arranjador e compositor também.

 

Brasil Notícia:  Como foi gravado?


André: O álbum foi gravado inteiramente no Rio de Janeiro, com produção de Kadu Menezes (baterista e produtor do Kid Abelha, entre outros), que também tocou bateria no disco. Além dele, compuseram a banda: Fernando Magalhaes (Barao Vermelho), Rodrigo Santos (Barão Vermelho, Kid Abelha, Lobão) e Glauton Campelo (Djavan, Ed Motta, Joao Bosco). A mixagem e masterização também foram feitas no Rio de Janeiro, e depois a master seguiu para os EUA para prensagem e distribuição.


Brasil Notícia:  Qual sua influência musical?


André: São muitas, na verdade. Desde a bossa-nova e o jazz, que sempre ouvi muito, desde muito novo, até as bandas de rock que fizeram minha cabeça mais tarde, como Rush, Deep Purple, Pink Floyd e tantas outras. Nesse ponto, acho que tenho a tendência de gostar de muitas coisas, muitas coisas diferentes entre si! Hoje mesmo, estava ouvido 'Pedacinho do Céu', um chorinho delicioso de Waldir Azevedo, e logo depois 'Lazy', do Deep Purple.

 

Brasil Notícia:  Onde o público pode ter acesso aos seus shows?


André: Tenho feito shows nos EUA e no Brasil. Sou do Rio e percebo que por aqui não existem muitos lugares para tocar, lugares que comportem um público de artistas independentes. Mas, estamos sempre atentos a bons lugares para oferecer um show de qualidade em termos de som, luz, conforto etc. As pessoas podem ter acesso a minha agenda no meu site www.andregimaranz.com ou na minha página no Facebook, www.facebook.com/andre.gimaranz.

 

Brasil Notícia:  Seu trabalho nos EUA está disponível no Brasil?


André: Meu trabalho está disponível online no mundo todo, de verdade! Essa é a parte boa da digitalização do mercado da música. O acesso, tanto de artistas, quando do público, a meios de distribuição que façam o trabalho chegar em todo canto é, realmente, muito bom. Pra quem ainda não teve a oportunidade de assistir a um show, pode acessar o meu canal do YouTube. Todos os vídeos la são de apresentações AO VIVO!
https://www.youtube.com/channel/UCmBsibMIkpw0fSDLDD2dq0A


Brasil Notícia:  É difícil viver de música no Brasil? O que precisa melhorar?


André: Não é fácil. De uma forma geral, o mercado brasileiro possui menos o perfil de "nichos" do que nos EUA, além de ser, obviamente, menor. Isso se traduz da seguinte forma: um artista independente, ou mesmo um artista contratado, mas que não toca a 'última moda da última semana', não tem espaço nem na mídia, nem em casas de show. Ficam normalmente confinados a lugares muito pouco divulgados em que, ainda por cima, precisam pagar pra tocar. O artista literalmente aluga a casa, e depois fica com parte da bilheteria. Isso é bastante nocivo para o surgimento de novos artistas. Sem contar que público brasileiro mudou muito nos últimos 30 anos. Antes, podia-se dizer que o brasileiro gostava de música.

 

Hoje, o brasileiro gosta da festa. Não existe mais - ou se existe, é muito pequeno, quase insignificante - o público 'das casas', que vai até um local para ouvir a música tocada, o artista que está se apresentando. Hoje, o público vai pela festa, pra pular. Nos anos 80, por exemplo, as pessoas iam pra festa sim, mas queriam ouvir o que o Barão, os Paralamas, os Titãs, a Legião estavam dizendo, tocando. Isso era tão importante quanto a festa em si. Já faz um bom tempo que o grande público não dá atenção para o que se está sendo dito na música ou como ela está sendo tocada. Mas, quem sabe isso possa mudar? Quem sabe a próxima grande tendência da música, ao invés de ser esse ou aquele gênero, seja simplesmente 'talento'? 

 

 



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